NOSSA VIDA

O início: a descoberta da infertilidade

Após sete anos de casamento, em dezembro de 2010, meu marido e eu resolvemos que seria o momento de ter um filho. Eu estava com 34 anos e ele, com 32. Como na maioria dos casos, após algumas tentativas infrutíferas naturais de engravidar (três meses depois apenas), procuramos um especialista. Ou melhor, uma especialista, Dra. Clarissa Santiago de Mattos.

Depois da realização de diversos exames, o diagnóstico: eu (baixa reserva ovariana – significa que poderia entrar em menopausa precoce) e ele (espermograma alterado – significa que engravidar naturalmente seria como ganhar na loteria, segundo a médica). A técnica aconselhada foi a fertilização in vitro por ICSI.

Foi um choque. Bateu arrependimento de ter esperado tanto tempo, colocando carreira em primeiro lugar. Mas, ao mesmo tempo, parece que o instituto materno somente bateu a nossa porta naquele momento. Antes disso, a maternidade não me preocupava, nem me interessava para falar a verdade, apesar de sempre ter gostado muito de criança. Já meu marido não conseguia sequer interagir com crianças. Então, nós pouco conversávamos sobre isso. Estranho? sim.

Porém, quando cismei de engravidar, queria que fosse naquele minuto, no mesmo instante. Passei, então, a ficar tomada pela ansiedade. Fiquei maluca, bitolada. Só pensava nisso, só lia sobre isso. Parece que estava há anos tentando ser mãe. E, quando soube que precisaria de tratamento dos mais caros e mais complexos, o chão se abriu sob mim.

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