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Chá da mamãe

O chá de bebê é um evento tradicional durante a gestação, no qual se ganha fraldas e demais acessórios para aquele que passa a ser o centro de suas atenções da nova mamãe, e também de todos que o cercam. Mas que tal, quando nascer um bebê, os familiares e amigos prepararem um “chá da mamãe”, fazendo com que também seja uma festa costumeira? Se eu lesse isso, de pronto, questionaria se isso seria mais uma maneira de receber presentes para o bebê após o nascimento. Não que não seja bom receber presentes, mas muitas vezes mais vale um ganhar uma troca de fraldas (no meu caso, seriam três) do que um pacote delas. Explico.

Hoje, estava assistindo a uma palestra sobre sono infantil quando a palestrante citou o fato de ser importante a gestante se preparar para receber o novo bebê, no sentido de pensar, dentre outras coisas, em quem irá auxiliar nas tarefas diárias, já que a mãe não terá tempo para isso. A palestrante, Sonia Sertori, sugeriu que as pessoas que fossem visitar o bebê levassem uma sopa ou lavasse uma louça para a sua mãe.

Isso me levou a pensar que deveria ser instituído o “chá da mamãe”, promovido pelos familiares e amigos da recém-mamãe. Vejo que muitas mães ficam super preocupadas com as visitas que irão receber quando o bebê vier, tendo até que pensar em como alimentar ou acomodar convidados (ou não convidados). A mãe ali cansada, descabelada, de pijamas (não por opção, diga-se), recebe com um sorriso nos lábios aquela pessoa que vem conhecer seu lindo rebento. Nas mãos da visita, quase sempre tem um presente. Porém, no fundo, o que a mãe, cheirando a leite, cheia de gorfadas na roupa, com os seios empedrados ou calejados, mais queria ouvir era: querida, pode tomar um banho mais demorado (com direito a lavar os cabelos), dormir 30 minutos, que eu fico com o seu bebezinho no colo. E seria o ápice da bondade se o visitante desse a opção de dar uma volta no quarteirão para que ela pudesse ver a “cara da rua” (imagino que muitas mães, dominadas pelo extinto protetivo, não conseguiriam chegar ao ponto de sair na rua, mas só se ouvir já seria um alívio).

Particularmente, quantas vezes desejei ter ajuda na madrugada com o meu triozinho. Meu marido precisava dormir, as vezes. Lembro-me, também, de uma mamãe que precisava ir tomar medicação para anemia, mas estava adiando a todo custo por não ter com quem deixar a bebê recém-nascida. Meu coração se partiu naquele dia.

Assim, que tal seguir a sugestão da referida palestrante? Em outras palavras, leve ou faça um mimo para a mamãe, que carregou aquele ou aqueles bebês fofos por tantos meses na barriga. Ou, sugiro que de agora em diante seja criado o “chá da mamãe”, no qual cada visitante do bebê recebe um papelzinho para ajudar em alguma coisa a futura mamãe no chá de bebês, por exemplo, fazer um almoço surpresa para a mamãe, colocar as roupas do bebê na máquina e estender depois, quando já nascido o bebê. Contudo, digo isso apenas de forma ilustrativa, pois preferiria que tudo fosse espontâneo. Garanto que quem se aventurasse iria receber um belo presente, em troca: um grande e grato sorriso da recém-mamãe visitada.

No meu caso, quem me socorre de domingo, ou outras situações de apuros, é minha mãe e irmã, que trazem nas mãos o maior dos presentes: colo e amor pelos meus bebezinhos.  Logico, então, tenho que retribui-lás a altura com um grande e sonoro: EU AMO VOCÊS.

E vocês, acham que o “chá da mamãe” poderia/deveria ser concretizado? De que forma?

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