NOSSA VIDA

A gravidez

Como dito no último post sobre nossa vida, descobri a gravidez daquela que seria minha primeira filha, depois de muita confusão (na viagem para Fortaleza), às vésperas do Natal de 2011. 

Não posso negar que, apesar de toda a alegria da gestação, passei a gravidez muito apreensiva, o aborto ainda era uma sombra na minha vida. Hoje, vejo que o melhor é tentar ficar tranquila para curtir a gestação, pois há coisas que são inevitáveis. 

Digo isso porque tive sangramento com 6 (seis) semanas e 2 dias de gestação, meu coração quase saiu pela boca. Achei que mais uma vez não ia vingar. Mas fiz repouso, e a gravidez prosseguiu. Com 11 (onze) semanas, tive outro sangramento, provocado por um hematoma subcoriônico (placenta baixa). Mais agonia, repouso e aumento da dose da progesterona. E seguimos muito bem.

Atualmente, muitas famílias optam por apenas saber o sexo do bebê no nascimento. Já eu, ansiosa de carteirinha, não ia aguentar de curiosidade, em que pese não ter preferências por menina ou menino. Além disso, minha sogra ia para os Estados Unidos, e queria trazer presentes para o bebê. E confesso que adoro roupinhas rosas, vermelhas e fricotes para meninas. Assim, ficar na neutralidade não é comigo. Por isso, resolvi fazer o teste sanguíneo para descobrir o sexo do bebê, com 11 (onze) semanas de gestação (quatro dias depois do susto do sangramento). O resultado foi menina, claro. Foi momento muito especial.

Sobre os sintomas da gestação, os enjoos surgiram por volta de 8 (oito) semanas. Pode parecer incrível, mas adorei sentir enjoos. Não, não sou totalmente maluca. Talvez, só um pouco neurótica. Mas para mim, era uma prova de que a bebê estava ali. O problema é que a Heloisa quis marcar presença os 9 (nove) meses de gestação. Não parei de sentir enjoo a gravidez toda. Podem imaginar?  Não comia carne vermelha, saladas em folha, doces, sucos industrializados, de início. O que eu comia, então? Bem, os enjoos de comida só foram até 4 meses. E eu me alimentava com legumes, sucos naturais e frutas. Nada de besteiras. Não sentia vontade, ainda bem. Engordei apenas 9,5 quilos. Assim, em um mês após o parto, já tinha voltado ao meu peso anterior à gestação.

Algo que eu não imaginava (ou nunca tinha pensado) era que meu pé ia inchar a ponto de ter que comprar sapatos maiores em um número. Ficava questionando se ia perder todos os meus sapatos. Eu uso 34, o que dificulta encontrar boas peças. Mas tudo voltou ao normal depois. Tive caimbras, o que nem sabia como era. 

Também, fiz pilates até 8 (oito) meses de gestação. Foi ótimo. Mas acho que é importante a mulher já ir fazendo exercícios para o assoalho pélvico antes da gestação. Eu sofri muito com incontinência urinária quando vomitava. 

Os tão esperados chutes do bebê apenas aconteceram aos 6 (seis) meses. Mas depois, foi uma festa. Teve um dia que contei 100 chutes seguidos, nas minhas madrugada de insônia. Aliás, o que mais me incomodou foram os vários episódios de falta de sono. Isso que eu já era uma zumbi assumida.

Sobre as roupas de gestante, eu adaptei muita coisa, arrancava elástico das calças legging. As calças próprias para gestantes ficam boas até uns 6 meses. Depois, apertam demais a barriga. Se comprar maior na barriga, vira um saco de batatas embaixo. 

Com 37 semanas de gestação, comecei a perder o tampão mucoso, que nem sabia que existia. Tomei um susto. Pensei que ia parir naquele dia, mas foi saindo aos poucos.

No dia 14 de agosto de 2012, fui jantar no shopping. Aproveitei para fazer uma escova nos cabelos. Até me perguntaram quando eu ia ter bebê. Eu, com a maior tranquilidade, disse amanhã. Mas comecei a sentir muito cansaço e contrações, neste dia. Voltei para casa, fomos para o hospital, umas 23 horas. Passei em consulta, e estava esperando a internação quando rompeu minha bolsa. 

Já no dia 15 de agosto, as contrações, então, começaram a ficar fortes. Entrei em trabalho de parto, enfim. Estava na espera da equipe médica por um bom tempo (o tempo não passa quando se sente dor), num dia de trânsito intenso, mas me sentia feliz e tranquila. A bebê não encaixou porém, e às 10:49, eis que surge, de parto cesárea, a pequena Heloisa, com 2,635 gramas, e 46,5 cm. Minha menina, meu milagrinho, depois de tanta luta, chegou. Foi o primeiro dia mais feliz de nossas vidas. Digo nossas porque o papai foi super corujão. Ademais, Heloisa foi a primeira neta de ambos os lados da família. 

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4 comentários em “A gravidez

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