NOSSA VIDA

A gravidez trigemelar: alegrias, sustos e agruras

 

Apenas dois meses depois da primeira tentativa de engravidar do meu segundo filho (em setembro de 2014), partimos para a segunda fertilização in vitro. Foram nove dias de aplicação de hormônios, que resultou na punção de cinco folículos apenas. Destes, foram gerados três embriões, do tipo “A”. Era o que eu tinha novamente, poucas chances.

A transferência dos embriões para o meu útero ocorreu no dia 2 de outubro, data que nunca vou me esquecer. Era o dia do aniversário da minha irmã (Juliana) e da minha médica (dra. Clarissa). Foi um dia muito festivo desde logo cedo, portanto. Eu estava bem tranquila e confiante.

Começou, então, a interminável contagem para a realização do exame de gravidez, em 13 de outubro. Mas o positivo veio, e muito mais poderoso do que da época da Heloisa. Lógico que lembrava do quantitativo do beta da gravidez anterior, em 208,07 ui/ml (estava tudo anotadinho). Enquanto o atual estava em 484 ui. Assim, logo suspeitei de gêmeos.  Fiquei muito feliz. Repeti o exame depois de dois dias, 1077 ui. Uau! A gravidez estava evoluindo bem.

Em 20 de outubro, fiz a primeira ultrassonografia. Meu coração batia forte. Aparece um saco gestacional. Logo, veio outro. Em seguida, eu mesma visualizei um outro. Não acreditava. Perguntei à médica, é verdade? Tem outro? Ela disse sim, porém irregular. Me informou que era quase certo que o terceiro não sobreviveria.

Sai do consultório em transe. Por mais que tivesse feito fertilização in vitro, e colocado três embriões, sempre fui alertada para o fato de serem raros os casos de gravidez trigemelar. Principalmente, no meu caso, quase que não tinha reação às doses cavalares de hormônios, Nunca obtive mais do que cinco folículos e três embriões. Nunca tive embriões para congelar, sendo que ouvia histórias de mulheres com 10, 15, 17 folículos. A cada fertilização, começa do zero. E do zero não saia, ou ia para o três, no máximo. Assim, NUNCA PENSEI QUE CONCEBERIA TRIGÊMEOS.

Mais uma ultrassonografia em poucos dias, me mostrou uma grande surpresa. O saco gestacional irregular tornou-se regular. Confesso que foi um misto de sentimentos: alegria por estar grávida e muito preocupação, com uma gravidez considerada de risco desde os primeiros minutos. Além disso, repito, nunca me passou pela cabeça que os três embriões poderiam mesmo vingar, dada toda dificuldade que tive. De uma filha passar a quatro, nem nas minhas brincadeiras de casinha isso acontecia. Como conciliar tudo isso? Quatro filhos, trabalho, casa, casamento e gastos. Entrei em parafuso.

Dia 30 de outubro, tive sangramento e dor abdominal. Fui ao pronto-socorro. Apenas um susto. Ouvi o coraçãozinho dos três batendo pela primeira vez. Foi uma grande emoção, e o terceiro bebezinho ali se mostrando forte. Gente, são três mesmo.

Fui afastada do trabalho logo de início. A médica logo me indicou um livro sobre a vida do bebê na uti-neonatal. Queria que eu estivesse preparada. Achei super depressivo, mas informativo. As preocupações surgiram. Como vou cuidar de quatro crianças? Como vou me locomover com três bebês mais uma criança de dois anos? Será que ficarão internados? Será que serão perfeitos? Como será minha gravidez? Que tamanho de barriga eu vou ficar? Quanto eu vou engordar? Será que ficarei de repouso, internada? Como manter a minha vida profissional?

Tudo isso eu repondo no próximo post.

Comentem, perguntem e compartilhem. Estou aqui para isso.

usg trio3 sacos gestacionais

 

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5 comentários em “A gravidez trigemelar: alegrias, sustos e agruras

  1. Ana, aguardando ansiosamente pelo próximo post. Acabei de descobrir uma gravidez trigemelar, também após FIV, e estou cheia de preocupações. Você fez cerclagem ou colocou pessário?
    Abraço,
    Juliana.

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      1. Ana,
        Sou de Belo Horizonte. Estou adorando ler sobre sua história. No aguardo dos próximos capítulos.
        Um abraço,
        Juliana.

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  2. Nossa Ana. Estou na minha segunda tentativa de FIV E toda vez que fico apreensiva venho aqui e releio a sua história e isso me dá uma super esperança.
    É muito lindo de ver seus bebês depois de tudo que você passou.
    Que Deus abençoe todos vocês.
    Um beijo!

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